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Códigos binários e programação têxtil


Phillip Stearns é um artista do Brooklyn, Estados Unidos, cujos projetos mesclam a arte digital e a eletrônica com o design têxtil. A programação dos fios que irão gerar a trama e o urdume (conjunto de fios verticais que unem a trama) dos tecidos são gerados usando imagens tiradas com câmeras em curto-circuito e outras técnicas digitais não-ortodoxas. O artista criou recentemente um conjunto de peças em tapeçaria para o projeto, chamado Fragmented Memory, que se baseia em dados binários extraídos de seu computador.


O artista desenvolveu um software exclusivo para converter os dados da memória do seu computador em imagens. Os pedaços de código binário foram agrupados em pixels, simplificados em sessenta e quatro valores RGB diferentes, que foram traduzidos em diversas cores. A paleta foi criada com a ajuda de oito cores diferentes de fios, que foram trançados para recriar as imagens em enormes tapetes.





É interessante ver os dados digitais, aparentemente chatos, serem traduzidos em arte com ares nostálgicos, nos remetendo ao início da era dos videogames e da própria Internet. A programação dos tecidos remete as falhas e disfunções na transmissão de programas. Aqueles defeitos e interferências que aparecem de vez em quando na nossa TV, computador, videogame e qualquer outro aparelho eletrônico? Essas anomalias causadas pela corrente elétrica são a inspiração para uma arte conceitual, chamada de Glich Art. Baseada na desfragmentação, Phillip Stearn é um dos expoentes do novo conceito, ao transcodificar falhas do sistema, a lógica fria e dura de circuitos digitais em suaves, tecidos quentes.


O novo tecelão robô ganha notoriedade e fãs dos seus novos tecidos e produtos.Vejam mais exemplos no site do artista > https://glitch-textiles.myshopify.com/


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